42º Festival de Teatro de Almada
Local:
Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada
Data:
12 - 17 de julho 2025
Mais Informações:
Festival de Almada
Almada recebe a 42ª edição do prestigiado “Festival de Teatro de Almada”, destacando-se na programação internacional a companhia espanhola Els Joglars e o realizador Alberto Conejero.
Entre os dias 4 e 18 de julho, a cidade de Almada acolhe nas suas ruas e teatros o prestigiado Festival de Teatro de Almada na sua 42ª edição. Entre a programação internacional do projeto, a companhia espanhola Els Joglars e o realizador Alberto Conejero ocupam um lugar de destaque. Durante o festival, serão apresentadas as peças El Rey que Fue e El Mar – Visión de unos niños que no lo han visto nunca.
Els Joglars: El Rey que Fue
12 de julho às 22h00.
Els Joglars — a companhia de teatro privada há mais tempo em actividade na Europa — foi fundada em Barcelona em 1961, e anda há mais de 60 de carreira marcada por polémicas que não abrandaram já em democracia. O grupo presenta la obra El Rey que Fue que narra a vida do rei emérito espanhol Juan Carlos I é uma verdadeira tragédia shakespeariana: a infância (no Estoril) marcada pela morte acidental do irmão mais velho (herdeiro do trono); a separação dos pais, para ser entregue à tutela do ditador Francisco Franco; a coroa tirada ao pai; a passagem do poder absoluto, herdado da ditadura, para a democracia; o golpe militar frustrado; as amantes; os escândalos; a abdicação; o exílio; a solidão… Este espectáculo consiste numa reflexão sobre a natureza e a condição existencial do rei emérito, e numa análise crítica da evolução política e social de Espanha nos últimos 50 anos.
Alberto Conejero: El Mar – Visión de unos niños que no lo han visto nunca
13 de julho às 18h00.
15 de julho às 21h30.
17 de julho às 21h30.
Alberto Conejero— realizador que este ano dirigirá em Almada a formação O sentido dos Mestres, dedicada à escrita para teatro e cujo trabalho se debruça frequentemente na memória histórica. Tambem presenta El Mar – Visión de unos niños que no lo han visto nunca que narra a história de Antoni Benaiges, um professor primário catalão colocado na escola rural de Bañuelos de Bureba, uma pequena aldeia de Burgos (Espanha), em 1934. Quando chega decide comprar um gramofone e uma prensa tipográfica rudimentar para fazer um jornal com os seus alunos, que nunca tinham visto o mar. As crianças decidem então escrever sobre o modo como o imaginam. Em Janeiro de 1936 publicam El Mar – visión de unos niños que no lo han visto nunca, que, nas palavras do professor: “contém, em formato de verso, expressões dos alunos sobre como imaginam o mar: os seus medos e os seus sonhos”. Benaiges prometeu que levaria as crianças a ver o mar no Verão desse ano. Mas nunca pôde cumprir a promessa: a 25 de julho de 1936 as forças franquistas assassinaram-no.